Coerências políticas – o exemplo do MMS
Posted: 28th Maio 2009 by Hugo in Portugal, VidaTags: eleições europeias, europa, mms, movimento mérito sociedade, politica, Portugal
Hoje de manhã, à saída da Estação de Comboios de Campanhã, estavam umas meninas (engraçaditas, por acaso) a distribuir alguns panfletos da nova força política MMS – Movimento Mérito e Sociedade, um movimento que se candidata agora pela primeira vez ao Parlamento Europeu.
Recolhi um dos panfletos para ler durante a viagem do Metro que se seguia, dado que não tinha ainda grande opinião e ideia sobre este Movimento. O panfleto segue abaixo digitalizado.
Ora então portanto, é objectivo do MMS, se não conseguir atingir os objectivos que se propõe, sair e renunciar o seu mandato. Ora um dos objectivos e metas que se propõe é exactamente OBRIGAR OS POLÍTICOS A CUMPRIREM O SEU MANDATO ATÉ AO FIM!
Isto para não falar de algumas propostas populistas e irrealistas, como a do aumento do salário mínimo…
Serei só eu aqui a notar algum conflito espiritual? E querem estas pessoas que acreditemos nas mesmas?
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O Hugo não entendeu.
A obrigatoriedade de cumprir um mandato até ao fim pretende acabar com a situação de mudança de cargo político ou trampolim de função governativa para administrador de uma empresa publico-privada e desta para a fundação X, de deputado da nação a presidente de regulador e por aí fora.
Isso é uma falta de respeito para com o povo que os elegeu!
O MMS quer acabar com situações como as de, p.ex., António Costa e Durão Barroso, Elisa Ferreira e Ana Gomes.
Não se precipite em maldizer, desde a nascença, um movimento que tem como bandeira a propsperidade do País e dos Portugueses em primeiro e único lugar!
Estes homens e mulheres, e é bom que se diga, não precisam da política para nada, abdicaram de parte do seu tempo e dinheiro, para fazer algo por um País, o nosso, que se encontra há 35 anos em decadência sucessiva, manietada por políticos corruptos e egoístas e partidos corporativistas mais parecidos com máfias organizadas do que plataformas de lançamento de ideias para a boa governação so País.
Não há incoerência nenhuma.
Somos eleitos pelos Portugueses, cumpriremos até ao fim o mandato que JURAMOS e que nos foi mandatado e confiado pelo povo.
Se não cumprirmos com as nossas obrigações só temos um caminho, a saída.
Assim é que se responsabilizam as pessoas.
Não admito é continuar a permitir que políticos desonestos continuem a ser premiados por mentir ao povo com promessas mirabolantes e depois, no Governo, façam o contrário.
Repito, não há incoerência nenhuma.