Eleições Europeias
Posted: 21st Abril 2009 by Hugo in Cultura, PortugalTags: eleições europeias, ilda figueiredo, miguel portas, nuno melo, paulo rangel, politica, vital moreira
É já a 7 de Junho que os Europeus decidem a constituição do seu Parlamento, através das Eleições Europeias. Ontem, houve um primeiro debate na RTP, moderado pela Fátima Campos Ferreira, no programa Prós e Contras, juntando os cinco cabeças de lista dos principais partidos candidatos a estas eleições. E que triste foi este debate!
Primeiro, pouco se discutiu a Europa. O debate tornou-se, como foi referido, num jogo de quatro contra um, sendo Vital Moreira a vítima ( mas não sem culpas, lá chegaremos ), interessando apenas cascar no partido do Governo.
Os únicos partidos minimamente interessados em discutir a Europa, políticas comunitárias e desenvolvimento económico e social para a Europa seriam mesmo o PCP e o BE, mas que, pelas ideologias próprias dos ideais destes partidos, nada de novo ou vantajoso trouxeram.
VITAL MOREIRA – Tal como aqui já tinha referido, continuo sem perceber o porquê da sua nomeação, a não ser mesmo numa estratégia de assunção de derrota do PS. Foi incapaz de esgrimir um argumento, as suas únicas intervenções baseavam-se em denegrir a imagem e o carácter do adversário, e em afirmar que não comentaria as intervenções dos adversários por não querer descer ao seu nível. Mais, não toma qualquer posição sobre a governação do Presidente da Comissão Europeia. Como podemos nós votar em alguém que não dá uma opinião sobre o orgão a que se candidata e às chefias dos orgãos paralelos?
PAULO RANGEL – Nítida terceira ou quarta escolha do seu partido, por motivos de “organização” interna. Cada vez que falava era o suficiente para Vital Moreira lhe apontar os pontos fracos e os telhados de vidro. Intervenções inconsequentes, com o único objectivo de atacar a governação de José Sócrates. Intervenções europaístas? Zero.
NUNO MELO – O único que ontem, pela clarividência mínima e pelos argumentos demonstrados, poderá ter conquistado o meu voto. Embora preocupado em acompanhar Paulo Rangel no ataque ao Governo e ao PS, sempre que chamado a intervir sobre a Europa fê-lo com clareza, e com ideias que aprovo.
ILDA FIGUEIREDO – Para já, Dra. Ilda, mais respeito pelas pessoas e pelos adversários. É bonito deixar falar as pessoas. Em segundo, é importante saber minimamente do que se está a falar. Não é só chegar lá e largar as demagogias bacocas e as intervenções previamente estudadas e já milhentas vezes repetidas pelo PCP. Moderação e respeito precisam-se. Mas acima de tudo precisa-se de intervenções vocacionadas numa realidade coerente, presente, e não em utopias e ideais que não se enquadram nos tempos modernos. A Dra. Ilda está, nitidamente, no século passado.
MIGUEL PORTAS – Não fossem os seus ideais e filiações políticas, nos quais não me revejo minimamente, seria também um candidato a quem votaria a 7 de Junho. Mais esclarecido e clarividente que Ilda Figueiredo nas suas intervenções, soube falar, quando falar e como falar. E falou sobre os assuntos aos quais foi chamado a intervir, sem comprometer o seu partido e os comportamentos do mesmo.
Estamos, portanto, entregues às feras e nada de bom se prevê para o combate político que se avizinha. E estamos em ano de três eleições. E, no meio desta guerra, o povo continuará a aguentar esta crise, a atravessar sérios dramas pessoais e profissionais, sem soluções de futuro…
Triste país este…
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