À medida que somos bombardeados  pelos Media com as informações sobre a Crise Mundial, o aperto do cinto, o colapso bancário e consequente caos nos empresários, todos nós já pensamos se não seremos nós os próximos a irmos para a porta da Segurança Social e do Centro de Emprego, e se a nossa empresa terá capacidades de nos suportar durante mais tempo.

As empresas, mais do que nunca preparadas para reduzir os custos ao mínimo, devem também preparar-se para optimizar todos os recursos existentes. Dado que as TI são sempre, infelizmente, geridas como um custo, os gestores olham sempre para o orçamento das TI como um factor de contribuição para a redução do orçamento.

Em algumas instâncias, e se bem geridos, os investimentos em TI podem contribuir com um maior valor a todos os níveis da empresa, ao criar novas eficácias e a gerir melhores rendimentos, que com eventuais reduções orçamentais – um bom artigo sobre isso pela McKinsey pode ser lido aqui.

O inquérito feito pela McKinsey identificou inúmeras formas em que os investimentos tecnológicos poderão levar a uma maior rentabilidade:

* Gerindo vendas e preços: desenvolver processos nos segmentos de clientes e promover disciplinas de preços com aumento de rentabilidade sem aumento de preços.

* Optimizando a produção: ao repensar as cadeias de fornecimento e logística para melhorar o esquema de entregas e gestão de inventário

* Melhorando os processos de suporte: rentabilizando a gestão e o uso de campos de força ( como instaladores e técnicos de campo ) e dos centros de suporte ao cliente

* Optimizando a gestão e performance do excessos: um maior controlo sobre a análise de exposição ao risco melhorará os processos de decisão e os processos de gestão de desempenho.

O artigo refere também que ao extrair valor destas oportunidades, as empresas geram reforços de gestão em duas áreas:

* Desenvolvimento de novos horizontes: poucas empresas capitalizaram com sucesso com a explosão da informação nos anos mais recentes. Muitas vezes esta informação, residindo em sistemas de TI separados ou espalhados através de várias unidades damesma empresa, nunca foi minada por horizontes que possam gerar valor. Quando as equipas de TI usam a informação para comparar melhores práticas entre regiões ou para identificar processos sub ou super aproveitados podem, por exemplo, identificar fontes de perda de rendimentos.

* Optimização de processos: Como as TI tornam-se cada vez mais integradas nos processos, falhas em fluxos de trabalho geralmente são implementadas nos sistemas e diminui a produtividade. Ao focar estas áreas com uma visão mais integrada de operações e tecnologia poderá levar a um maior reconhecimento de processos, especialmente os mais antigos, processos manuais, redundâncias e bottlenecks. Este reconhecimento poderá levar a um número considerável de actividades que, quando corrigidas, poderão-se tornar fontes de rendimento, ou pelo menos, de não desperdício. As empresas poderão então aplicar estes valores a curto prazo. Os ajustes nos processos de trabalho podem também promover uma maior aderência por parte dos seus utilizadores directos.

Estas conclusões tiradas pela McKinsey, demonstram a necessidade das empresas em ter uma estratégia de TI. Sem um bom conhecimento da nossa estratégia de TI, qualquer alteração macroeconómica ( como a que temos assistido nos últimos dias ) terá uma tendência a fazer descarrilhar o investimento em TI. As empresas que continuarem a definir e a seguir a sua estratégia e continuarem a investir nas TI, na minha opinião terá uma maior probabilidade de sair incólume de toda esta situação.

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